quinta-feira, maio 23, 2024
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Lula defende mais voos regionais no Brasil em visita à fábrica da Embraer

Presidente lembrou que o país tem 27 capitais e 6 mil municípios, muitos com população entre 200 e 300 mil habitantes; chefe do executivo ainda elogiou aprovação da reforma tributária

“O Brasil precisa ter voos regionais, como tem no mundo todo”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta sexta-feira (26), durante visita à fábrica da Embraer, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Para o presidente, a malha viária entre cidades brasileiras precisa ser expandida. “O Brasil tem quase 6.000 municípios, o Brasil tem 27 capitais, o Brasil tem cidade de 200 mil habitantes, de 250 mil, de 300 mil. A gente precisa ter voos regionais como tem o mundo inteiro para voar internamente”, disse Lula.

“Os nossos companheiros do Ministério do Turismo, o nosso [Marcelo] Freixo [presidente] da Embratur, a gente precisa intermediar um pouco. Em vez da gente viajar para ver o museu do Louvre, em Paris, em vez da gente viajar para a Disney, que é muito importante, era preciso que nosso povo conhecesse o Brasil”, prosseguiu.

Segundo o presidente, é importante que os jovens tivessem a preocupação de conhecer os biomas brasileiros, justamente quando o mundo discute as mudanças climáticas.

“O que é a Caatinga? O que são os Pampas? O que é o Pantanal? O que é a Mata Atlântica? O que é a Amazônia?”, questionou Lula. “Quantos voos de turismo foram feitos para a Amazônia? Nenhum. As pessoas passam por cima da Amazônia e vão para a Europa, vão para os Estados Unidos e não vão para a Amazônia”, continuou.

Para Lula, a culpa pelo desconhecimento do Brasil é tanto do governo, quanto dos empresários, por não despertar na cabeça das pessoas a necessidade econômica de conhecer o país.

Na ocasião também aconteceu a entrega de uma das 13 novas aeronaves Embraer 195-E2 para a companhia aérea Azul.

Reforma tributária

Lula ainda falou sobre a aprovação da reforma tributária no país no fim de 2023, que agora aguarda pela votação de sua regulamentação.

Em sua opinião, a medida aconteceu após muito diálogo no Congresso Nacional. O mérito, de acordo com o presidente, ficou com os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, Fernando Haddad, da Fazenda, e Rui Costa, da Casa Civil.

“Nós conseguimos fazer pela primeira vez na história do Brasil uma reforma tributária muito rápida. Nós só temos 70 deputados do meu partido em 500. Se juntar toda a esquerda, a gente não tem 130. E nós conseguimos dialogando, conversando, não virando o nariz para ninguém, não empinando o nariz, conversando com todo mundo e conseguimos aprovar uma política tributária”, afirmou o presidente.

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