quarta-feira, abril 17, 2024
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O Brasil e a Agenda 2030: série de documentários da EXAME mostra o caminho até a COP28.

Os primeiros quatro episódios retratam as discussões na Assembleia Geral da ONU, e a repercussão da reestreia de Lula no principal palco da geopolítica.

“Não é mais possível estabilizar o aumento da temperatura em 2°C”. A frase que inicia o primeiro episódio da série de minidocumentários da Exame “O Brasil e a Agenda 2030” dá dimensão ao desafio climático, principal tema debatido na Assembleia Geral da ONU, realizada na semana passada, em Nova York. A humanidade tem até 2050 para descarbonizar a economia, sob o risco de sofrer graves consequências em função das mudanças climáticas. A meta foi estabelecida no Acordo de Paris, assinado por 193 países, mas já não é alcançável, segundo cientistas.

“A maior parte dos países do Acordo de Paris se compromete a ser net zero, ou seja, ter emissões zero, mas isso também não é possível”, complementa Paulo Artaxo, cientista climático brasileiro que é, hoje, um dos mais citados em estudos pelo mundo.

O tom pessimista é dominante entre os cientistas, cenário explorado pela série no primeiro episódio. Entre os empresários, no entanto, prevalece o otimismo, ainda que preocupado. Rodolfo Sirol, diretor de sustentabilidade da CPFL, resume o momento ao dizer que a humanidade chegou a um ponto de “não retorno”. “Porém, já passamos por grandes adversidades e o setor empresarial tem a capacidade de inovar”, diz o executivo.

O pai da sustentabilidade e a mãe dos ODS

A série traz depoimentos de executivos de grandes empresas, como Eletrobras, CBA, Aegea, entre outras. Estão presentes também lideranças como Rachel Maia, presidente do conselho do Pacto Global da ONU no Brasil, Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU no Brasil, e Camila Valverde, diretora de impacto do Pacto. Mas as grandes estrelas são o “pai” da sustentabilidade, John Elkington, e a “mãe” dos ODS, Paula Caballero.

Caballero, que criou, na Universidade de Columbia, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, afirma que o setor empresarial está certo em enxergar oportunidades no desafio. Porém, alerta que é preciso coordenara as ações, especial com os governos, sob o risco de perder efetividade. Já Elkington, que cunhou o termo triple botton line, o precursor do ESG, está otimista, mas lamenta que parte da agenda idealizada por ele nos anos 70 e 80 tenha acabado diluída ao ser massificada.

Os quatro episódios da série estão disponíveis no YouTube. O projeto continuará em dezembro, na COP28, quando serão produzidos mais dez episódios. O plano é fazer uma segunda temporada em 2025, para retratar o caminho até a COP30, que será realizada em Belém, no Pará.

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