quinta-feira, abril 18, 2024
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Brasileiro em Khan Younes diz que cidade perto da fronteira com Egito está lotada: ‘Colapso’

Região não tem estrutura suficiente para receber as milhares de pessoas que estão se deslocando para o local, segundo brasileiro que tenta deixar Faixa de Gaza. Outro grupo já está mais próximo da fronteira.

O brasileiro Hasan Rabee relatou na manhã de domingo (15) que a cidade de Khan Younes está lotada de civis que buscam deixar o sul de Gaza pela fronteira com o Egito. Ele afirmou que a região não tem estrutura suficiente para receber as milhares de pessoas que estão se deslocando para o local.

“Nunca vi isso. Infelizmente estamos vivendo um colapso. As pessoas estão saindo do norte de Gaza e vindo para Khan Younes, e não sei como será daqui pra frente”, relatou para a GloboNews.

Hasan diz que os bombardeios não pararam nas últimas horas. “Estamos desesperados. Eu preciso voltar. Vamos voltar. A gente vai morrer aqui se não voltarmos. Minhas filhas e esposa só conseguem dormir com calmantes. A gente não está bem”, afirmou.

Ele saiu de casa pela manhã deste domingo para carregar o celular e para comprar água e comida, e não conseguiu encontrar pão. Enquanto estava na rua, ele registrou os momentos seguintes à explosão de uma bomba e a dificuldade de atendimento e resgate de mortos e feridos.

Desde o início da semana, o brasileiro está na casa de sua irmã em Khan Younes com suas duas filhas pequenas e sua esposa. Ao todo, 45 pessoas estão vivendo na mesma casa, mas apenas sete devem retornar ao Brasil: 5 brasileiros e 2 residentes no Brasil.

Hasan ficará em Khan Younes até a abertura da fronteira com o Egito. Só depois disso, seguirá até a passagem de Rafah para encontrar com outros brasileiros que já estão na fronteira.

Ele mora em São Paulo com a família e estava há dez dias em Gaza para visitar familiares quando os ataques do Exército de Israel começaram.

Nos últimos dias ele tem relatado o drama para deixar a região. “Estamos morrendo. Minhas filhas só choram e a gente está mentindo [pra ela], falando que as bombas são barulho de festas”, contou à GloboNews no começo da semana.

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