{"id":906,"date":"2023-08-28T01:48:27","date_gmt":"2023-08-28T01:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=906"},"modified":"2023-08-28T17:18:10","modified_gmt":"2023-08-28T17:18:10","slug":"brasil-esta-ficando-velho-antes-de-ficar-rico-afirma-marcos-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=906","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 ficando velho antes de ficar rico, afirma Marcos Lisboa"},"content":{"rendered":"\n<p>Em entrevista ao Canal UM BRASIL, economista Marcos Lisboa alerta para a gravidade de se sacrificar produtividade em prol de grupos ineficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcos Lisboa: o economista lembra que o problema da participa\u00e7\u00e3o do governo n\u00e3o \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica setorial, mas a falta de clareza no que \u00e9 almejado pelo investimento (Um Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria econ\u00f4mica do Brasil, nos \u00faltimos 40 anos, tem sido marcada por baixo crescimento, alta volatilidade e graves crises. Segundo o economista<strong>&nbsp;Marcos Lisboa<\/strong>, em decorr\u00eancia das escolhas que faz, o Pa\u00eds enfrenta entraves imensos para conseguir avan\u00e7ar com a produtividade e remanejar melhor os recursos dispon\u00edveis. O saldo disso \u00e9&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/exame.com\/brasil\/pobreza-cai-pela-metade-no-brasil-em-quase-uma-decada-aponta-ibge\/\" target=\"_blank\">empobrecimento cont\u00ednuo<\/a>, gastos abundantes com a inefici\u00eancia e um ambiente de neg\u00f3cios enfraquecido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos melhores anos \u2014 entre o fim dos anos 1990 e come\u00e7o dos anos 2000 \u2014, apenas \u2018andamos\u2019 na m\u00e9dia do mundo, mas em situa\u00e7\u00e3o bem pior do que outros pa\u00edses emergentes. Isso ocorre porque a produtividade n\u00e3o cresce. N\u00e3o conseguimos produzir e gerar mais renda e bem-estar com a mesma quantidade de capital de trabalho. N\u00e3o somos bons em crescimento econ\u00f4mico, mas somos bons em gerar crises e infla\u00e7\u00e3o, assim como em distribuir subs\u00eddios e benef\u00edcios para grupos privados\u201d, adverte.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao&nbsp;<strong>Canal UM BRASIL<\/strong>&nbsp;\u2014&nbsp;uma realiza\u00e7\u00e3o da FecomercioSP \u2014, Lisboa avalia que o Pa\u00eds enfrenta a mesma situa\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses pobres, ao proteger empresas ineficientes, de forma que os recursos produtivos valiosos (pessoas, capital, trabalho, espa\u00e7o f\u00edsico, m\u00e1quinas e equipamentos) sejam concentrados nesses neg\u00f3cios por meio de uma s\u00e9rie de medidas p\u00fablicas que lhes asseguram tributa\u00e7\u00e3o diferenciada, prote\u00e7\u00e3o contra o com\u00e9rcio exterior, subs\u00eddios, entre outras. \u201cContinuamos com as benesses usuais para quem n\u00e3o consegue ser competitivo e a quem gera baixo valor [agregado]\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista, comandada pela jornalista Thais Her\u00e9dia, o economista lembra que o problema da participa\u00e7\u00e3o do governo n\u00e3o \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica setorial, mas a falta de clareza no que \u00e9 almejado pelo investimento. \u201cN\u00e3o foi isso que vimos o BNDES fazer na d\u00e9cada passada. Muitos projetos foram distribu\u00eddos ao setor privado sem que tiv\u00e9ssemos um grande plano de conte\u00fado nacional, al\u00e9m de industrializa\u00e7\u00e3o e crescimento econ\u00f4mico que tenham dado certo. Todos os projetos fracassaram. Essas pol\u00edticas de desenvolvimento setorial podem ser bem-sucedidas, mas precisam de um diagn\u00f3stico claro, um desenho, uma governan\u00e7a e saber onde realiz\u00e1-las.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reformas chegaram muito tarde<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para Lisboa, o Brasil perdeu o prazo para equilibrar o b\u00f4nus demogr\u00e1fico com o crescimento econ\u00f4mico. \u201cDemoramos demais a escolher um caminho melhor. O nosso b\u00f4nus j\u00e1 foi. O Pa\u00eds est\u00e1 envelhecendo antes de ficar rico. Os demais pa\u00edses que enriqueceram aproveitaram esse per\u00edodo para ampliar a produtividade e a qualidade de vida. A m\u00e1 not\u00edcia para n\u00f3s \u00e9 que algumas reformas vieram tarde demais, a da Previd\u00eancia \u00e9 uma delas \u2014 que veio com 20 anos de atraso e ainda foi insuficiente. As reformas do mercado de cr\u00e9dito tamb\u00e9m. Al\u00e9m disso, montamos ag\u00eancias reguladoras tarde demais, e elas foram rapidamente fragilizadas\u201d, enfatiza. Esse fato, segundo ele, trar\u00e1 problemas graves ao quadro fiscal brasileiro nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Voluntarismo autorit\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>No bate-papo, Lisboa ainda enfatiza que temos um Estado muito caro, avaliado pelo que faz para si mesmo, e n\u00e3o pela qualidade que entrega ao cidad\u00e3o. \u201cTemos um Judici\u00e1rio muito caro, ao custar 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e ineficiente, que acha que entende de temas t\u00e9cnicos, que afasta a lei para impor a pr\u00f3pria decis\u00e3o. Contudo, esse voluntarismo autorit\u00e1rio tamb\u00e9m existe no Legislativo\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Canal UM BRASIL, economista Marcos Lisboa alerta para a gravidade de se sacrificar produtividade em prol de grupos ineficientes. Marcos Lisboa: o economista lembra que o problema da participa\u00e7\u00e3o do governo n\u00e3o \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica setorial, mas a falta de clareza no que \u00e9 almejado pelo investimento (Um Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o). 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