{"id":566,"date":"2019-09-06T15:35:13","date_gmt":"2019-09-06T15:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=566"},"modified":"2019-09-06T15:35:15","modified_gmt":"2019-09-06T15:35:15","slug":"mercado-central-completa-90-anos-cheio-de-historias-e-rica-tradicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=566","title":{"rendered":"Mercado Central completa 90 anos cheio de hist\u00f3rias e rica tradi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:left\">          Era setembro de 1929. A jovem capital mineira caminhava para seus 31 anos em pleno per\u00edodo de turbul\u00eancia internacional, com a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque que levou \u00e0 d\u00e9cadas de recess\u00e3o em todo o planeta. Entre casar\u00f5es, pr\u00e9dios de detalhes neocl\u00e1ssicos e as curvas da Serra do Curral, a cidade crescia e chegava aos 47 mil habitantes. Para al\u00e9m dos limites da avenida do Contorno, ainda imperava a vida rural nas fazendas, lavouras e vilarejos como Venda Nova. Mas junto com a tranquilidade da pacata Belo Horizonte, come\u00e7am a surgir os problemas urbanos. Sem uma grande central, os<br>mercados e feiras da cidade passavam por dificuldades de abastecimento. \u00c9 quando o prefeito Cristiano Machado resolve reunir, em um s\u00f3 local, todos os produtos que v\u00e3o parar na mesa dos<br> belo-horizontinos: frutas, legumes, ovos, carnes, doces e queijos.<br>          A poucos metros da pra\u00e7a Raul Soares, no cora\u00e7\u00e3o de BH, um terreno de 22 lotes era escolhido para abrigar o empreendimento: nascia o Mercado Municipal. Cercado pelas ruas e avenidas planejadas por Aar\u00e3o Reis, o mercado era a c\u00e9u aberto e as barracas de madeira se enfileira<\/p>\n\n\n\n<p>enfileravam para disputar a prefer\u00eancia do fregu\u00eas. De vez em quando, uma galinha ou outra fugia do viveiro e a chuva carregava lama, mas nada que os feirantes n\u00e3o pudessem resolver.<br> \u201cEra uma coisa de louco\u201d, brincou Vicente Henrique, que trabalha no mercado desde 1964. Nos bondes, viajantes, comerciantes e donas de casa desciam de todas as partes da cidade e at\u00e9 do estado para fazer as compras do m\u00eas, encontrar amigos e sentir os cheiros e aromas da culin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"463\" height=\"562\" src=\"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-567\" srcset=\"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image.png 463w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-247x300.png 247w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-346x420.png 346w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>          No lado de fora, charretes, animais e carro\u00e7as que traziam<br> todo tipo de variedade e iguaria mineira se aglomeravam entre<br> a Goitacazes e a Amazonas e formavam o curral da serra. \u201cEra<br> cavalo e boi para todo lado. Naquela \u00e9poca as mercadorias chegavam aqui e as feirantes e produtores vinham buscar. Por isso que tinha tanta carro\u00e7a, era gente demais\u201d, recordou Vicente.<br>S\u00f3 que no fim de 1964, o ent\u00e3o Mercado Municipal se viu em risco por uma decis\u00e3o do prefeito Jorge Carone: sem recursos para administrar e organizar o local, o pol\u00edtico resolveu vender o terreno. \u00c9 quando funcion\u00e1rios e comerciantes decidem se organizar para manter viva a<br> tradi\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Juntos, conseguem fundar uma cooperativa, reunir recursos e comprar o im\u00f3vel da prefeitura. Por\u00e9m, existia uma condi\u00e7\u00e3o: teriam que cercar a \u00e1rea e construir um galp\u00e3o coberto em at\u00e9 cinco anos. Praticamente no fim do prazo, ainda n\u00e3o havia paredes e s\u00f3 com a ajuda de tr\u00eas irm\u00e3os empreendedores \u2013 Osvaldo, Vicente e Milton de Ara\u00fajo \u2013 a atual estrutura foi finalmente entregue. Saia de cena o Mercado Municipal e surgia outro, ainda mais imponente: o Mercado Central, que amanh\u00e3 completa 90 anos de hist\u00f3ria e transforma\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"460\" height=\"425\" src=\"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-568\" srcset=\"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-1.png 460w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-1-300x277.png 300w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/image-1-455x420.png 455w\" sizes=\"(max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era setembro de 1929. 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