{"id":1802,"date":"2025-04-21T01:12:04","date_gmt":"2025-04-21T01:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=1802"},"modified":"2025-04-21T01:12:05","modified_gmt":"2025-04-21T01:12:05","slug":"escolas-da-carne-conheca-os-principais-tipos-de-churrasco-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=1802","title":{"rendered":"Escolas da carne: conhe\u00e7a os principais tipos de churrasco pelo mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>Cada pa\u00eds desenvolveu diferentes t\u00e9cnicas e cortes para fazer um bom grelhado; conhe\u00e7a alguns deles<\/p>\n\n\n\n<p>Da brasileir\u00edssima picanha ao bife de chorizo argentino, passando pelo brisket t\u00edpico dos Estados Unidos, n\u00e3o \u00e9 de hoje que os&nbsp;<strong>menus dedicados \u00e0s carnes andam um tanto plurais<\/strong>, com diferentes l\u00ednguas e sotaques.<\/p>\n\n\n\n<p>O churrasco, em suas m\u00faltiplas formas, \u00e9 uma verdadeira express\u00e3o cultural que atravessa fronteiras, unindo pessoas em torno do fogo e do prazer de comer. Mas embora seu conceito seja universal, cada pa\u00eds trouxe sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o, desenvolvendo t\u00e9cnicas e&nbsp;cortes&nbsp;que transformaram a carne em um prato com diferentes identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Mesmo dentro do pr\u00f3prio Brasil existem diferentes t\u00e9cnicas de churrasco<\/strong>\u201d, conta\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/gastronomia\/omakase-de-carnes-e-a-nova-aposta-do-varanda-d-inner-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fabio Lazzarini, chef do prestigiado\u00a0Varanda D.inner<\/a>\u00a0e cuja fam\u00edlia tamb\u00e9m est\u00e1 \u00e0 frente da\u00a0Intermezzo, posicionada entre as principais distribuidoras de\u00a0cortes nobres do pa\u00eds. \u201cH\u00e1 quem use espeto, os que preferem grelha, e a carne pode ser preparada em bifes ou inteira. Somos muito democr\u00e1ticos!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/gastronomia\/por-dentro-do-don-julio-o-melhor-restaurante-da-argentina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">vizinha Argentina o chamado \u201casado\u201d tamb\u00e9m comp\u00f5e um verdadeiro ritual<\/a>. Henrique Freitas, consultor de carnes do&nbsp;Corrientes 348, explica que, \u201cal\u00e9m de trabalhar alguns&nbsp;cortes&nbsp;espec\u00edficos, como entra\u00f1a, bife de chorizo e asado de tira, se utiliza uma grelha espec\u00edfica, \u00e0 lenha, em que voc\u00ea movimenta o fogo e a carne em uma estrutura vertical.\u201d Essa grelha, chamada de&nbsp;<strong>parrilla<\/strong>, tem uma canaleta para captar a gordura e controlar melhor a temperatura, e \u00e9 uma das caracter\u00edsticas mais marcantes dessa t\u00e9cnica. J\u00e1 no Uruguai, por sua vez, a base \u00e9 muito semelhante \u00e0 da Argentina, mas com diferen\u00e7as sutis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs uruguaios tamb\u00e9m utilizam a parrilla, mas com a grelha suspensa em dist\u00e2ncia maior do braseiro, e na maioria usam lenha para o preparo valorizando\u00a0cortes\u00a0como asado de tira, onde o processo de coc\u00e7\u00e3o \u00e9 mais longo\u201d, explica Leo Salom\u00e3o, chef de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/viagemegastronomia\/gastronomia\/dia-das-criancas-10-restaurantes-docerias-e-cafeterias-com-acoes-em-sp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">parrilla do Pobre Juan.<\/a>\u00a0\u201cO tempero \u00e9 geralmente simples, com sal, e o churrasco uruguaio \u00e9 frequentemente acompanhado de p\u00e3o e saladas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o chef parrillero Chico Mancuso, do Rincon Escondido, as diferen\u00e7as entre a parrilla uruguaia e argentina em rela\u00e7\u00e3o ao churrasco brasileiro s\u00e3o m\u00ednimas. \u201cO que muda essencialmente \u00e9 o tipo de carv\u00e3o utilizado. No Brasil, usamos carv\u00e3o de eucalipto, que gera bastante chama, mas se consome rapidamente. J\u00e1 na Argentina e no Uruguai, utilizamos o quebracho, uma lenha que queima com pouca chama e se mant\u00e9m em brasa por muito mais tempo\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Chico ainda aponta uma distin\u00e7\u00e3o importante na estrutura da churrasqueira. \u201cNo Brasil, os modelos tradicionais s\u00e3o fechados para manter um fluxo de oxig\u00eanio que prolongue a queima do carv\u00e3o. Isso reduz o controle direto sobre o fogo, exigindo que o churrasqueiro movimente a carne com mais frequ\u00eancia para garantir um cozimento uniforme e evitar que queime. J\u00e1 na parrilla argentina e uruguaia, o fogo \u00e9 controlado pela movimenta\u00e7\u00e3o das brasas, permitindo ajustes mais precisos na temperatura\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Defuma\u00e7\u00e3o e&nbsp;cortes&nbsp;com osso<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra escola que tem se tornado popular por aqui \u00e9 dos Estados Unidos. Sobretudo no sul do pa\u00eds, em estados como o Texas, \u00e9 muito popular o chamado \u201camerican barbecue\u201d, que envolve uma defuma\u00e7\u00e3o lenta em uma churrasqueira fechada chamada pit, com o uso de madeiras como nogueira e pecan. Al\u00e9m do brisket, que \u00e9 o peito bovino, as costelas de porco e as carnes com osso s\u00e3o preparadas com especiarias e marinadas. Para grelhados como rib eye e T-bone, \u00e9 usada a char broiler, um tipo de grelha com maior controle de temperatura. \u201cOs americanos t\u00eam poucos cortes, pois h\u00e1 uma demanda de carne muito grande para hamb\u00farguer, que inclusive tamb\u00e9m \u00e9 preparado no churrasco\u201d, afirma Freitas, do Corrientes 348.<\/p>\n\n\n\n<p>As diferen\u00e7as n\u00e3o param por a\u00ed. Freitas tamb\u00e9m explica que, no geral, o Brasil tem um rebanho definido em pasto, o que garante uma carne com bastante intensidade de sabor mas com uma textura mais firme \u2013 inclusive pela ra\u00e7a dos animais. \u201cNos Estados Unidos \u00e9 o oposto, com animais desde muito jovens no confinamento, o que resulta em uma carne gorda, selecionada por marmoreio, com pouca presen\u00e7a de sabor mas muita maciez.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, j\u00e1 na Argentina e no Uruguai, al\u00e9m da predomin\u00e2ncia do gado brit\u00e2nico, o pasto \u00e9 bastante rico. \u201cIsso faz com que esses animais ganhem bastante peso e, em alguns modelos, h\u00e1 a termina\u00e7\u00e3o em confinamento.\u201d N\u00e3o por acaso, as carnes desses pa\u00edses s\u00e3o reconhecidas como algumas das melhores do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pa\u00edses tamb\u00e9m desenvolveram suas t\u00e9cnicas para grelhar carne, algumas bem curiosas. Na Coreia do Sul, por exemplo, l\u00e2minas finas de costela, pancetta, entre outras, s\u00e3o marinadas rapidamente em uma mistura que cont\u00e9m ingredientes como shoyu e pasta de pimenta antes de ser levada \u00e0 grelha na pr\u00f3pria mesa e servida com conservas e folhas. J\u00e1 o churrasco mongol, que na verdade nasceu em Taiwan, ganhou fama por combinar fatias de carne, macarr\u00e3o e vegetais cozidos rapidamente sobre uma chapa circular.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Lazzarini, n\u00e3o d\u00e1 para definir qual \u00e9 o melhor estilo de churrasco. \u201cO ideal seria uma mistura delas, pois gosto muito da parrilla uruguaia, por exemplo, mas prefiro trabalhar com carv\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conhe\u00e7a abaixo os principais&nbsp;cortes de cada uma das mais populares escolas de churrasco do mundo:<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasil<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Picanha:<\/strong>&nbsp;\u00e9 o&nbsp;corte&nbsp;mais ic\u00f4nico do churrasco brasileiro. Extra\u00eddo da parte traseira do boi, pr\u00f3xima ao dorso do animal, tem uma camada de gordura espessa, o que garante maciez e sucul\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alcatra:<\/strong>&nbsp;bastante apreciada no Brasil, tamb\u00e9m vem da parte traseira do boi, entre o lombo e a coxa. Ela \u00e9 magra e vers\u00e1til, podendo ser preparada em peda\u00e7os grandes ou em bifes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fraldinha:<\/strong>&nbsp;localizada na parte inferior do animal, entre a barriga e a perna traseira, a fraldinha tem fibras longas e sabor intenso. Embora seja mais magra do que a picanha, tem um sabor robusto e \u00e9 muito popular.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maminha:<\/strong>&nbsp;extens\u00e3o da alcatra, tem formato triangular e presen\u00e7a de gordura entremeada na pe\u00e7a, o que resulta em sucul\u00eancia e sabor. Pode ser feita tanto na grelha quanto no espeto, mas por ser uma extra\u00edda de uma regi\u00e3o pouco irrigada, deve ser servida at\u00e9 o \u2018ao ponto\u2019 para n\u00e3o ressecar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Argentina<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Bife de chorizo:<\/strong>&nbsp;com uma farta camada de gordura concentrada na lateral do&nbsp;corte, ele \u00e9 extra\u00eddo da parte dianteira do contrafil\u00e9 bovino, vizinho do bife ancho e da alcatra. Muito apreciado pelo seu sabor intenso, \u00e9 geralmente servido em bifes grossos, com uma crosta dourada e o interior suculento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Asado de tira:<\/strong>&nbsp;\u00e9 o&nbsp;corte cl\u00e1ssico das costelas argentinas. O&nbsp;corte&nbsp;\u00e9 feito a partir das costelas do boi, no sentido transversal ao dos ossos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entra\u00f1a:<\/strong>&nbsp;estreita e alongada, a entra\u00f1a \u00e9 a parte do diafragma do boi e tem sabor marcante. Apesar de ser um&nbsp;corte&nbsp;muito macio e saboroso, tem uma membrana firme que h\u00e1 quem prefira tirar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mollejas:<\/strong>\u00a0gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas do boi, mais precisamente o\u00a0<strong>timo.<\/strong>\u00a0Devem ser grelhadas at\u00e9 obter uma textura crocante por fora e macia por dentro, e v\u00e3o bem com lim\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uruguai<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Asado de tira:<\/strong>&nbsp;assim como na Argentina, o asado de tira \u00e9 o&nbsp;corte&nbsp;mais tradicional do churrasco uruguaio. As costelas cortadas em peda\u00e7os pequenos s\u00e3o assadas lentamente sobre a parrilla.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vacio:<\/strong>&nbsp;corresponde \u00e0 nossa tradicional fraldinha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Morcilla:<\/strong>&nbsp;embora n\u00e3o seja exatamente um \u201ccorte&nbsp;de carne\u201d, a morcilla \u00e9 um item que se tornou popular no churrasco uruguaio. Esp\u00e9cie de lingui\u00e7a feita com sangue de boi e especiarias, ela \u00e9 grelhada junto com outros&nbsp;cortes&nbsp;e servida como petisco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estados Unidos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Brisket:<\/strong>&nbsp;\u00e9 o&nbsp;corte&nbsp;mais famoso do churrasco americano, especialmente no estilo barbecue do sul. Extra\u00eddo do peito do boi, ele \u00e9 defumado por v\u00e1rias horas a uma temperatura baixa, o que resulta em uma carne extremamente macia e cheia de sabor, com uma crosta caramelizada e suculenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ribeye:<\/strong>&nbsp;\u00e9 muito apreciado pela sua gordura entremeada. Equivalente ao entrec\u00f4te ou bife de costela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>T-bone:<\/strong>&nbsp;um dos mais populares dos Estados Unidos, ele cont\u00e9m tanto o fil\u00e9 mignon quanto o contra-fil\u00e9, separados por um osso em formato de \u201cT\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tomahawk:<\/strong>&nbsp;\u00e9 uma carne imponente, que chama aten\u00e7\u00e3o pelo enorme osso de 30 cent\u00edmetros. Ela \u00e9 retirada da mesma regi\u00e3o que o prime rib e foi batizada assim por lembrar um machado de mesmo nome muito utilizado pelos antigos ind\u00edgenas norte-americanos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p><a href=\"https:\/\/stories.cnnbrasil.com.br\/viagem-e-gastronomia\/coreia-em-sp-veja-onde-comer-os-principais-pratos-tipicos-coreanos\/\">Coreia em SP: veja onde comer os principais pratos t\u00edpicos coreanos<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada pa\u00eds desenvolveu diferentes t\u00e9cnicas e cortes para fazer um bom grelhado; conhe\u00e7a alguns deles Da brasileir\u00edssima picanha ao bife de chorizo argentino, passando pelo brisket t\u00edpico dos Estados Unidos, n\u00e3o \u00e9 de hoje que os&nbsp;menus dedicados \u00e0s carnes andam um tanto plurais, com diferentes l\u00ednguas e sotaques. O churrasco, em suas m\u00faltiplas formas, \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1803,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[328],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1802"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1802"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1804,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1802\/revisions\/1804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}