{"id":1513,"date":"2024-06-22T21:45:37","date_gmt":"2024-06-22T21:45:37","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=1513"},"modified":"2024-06-22T21:45:37","modified_gmt":"2024-06-22T21:45:37","slug":"6-tipos-diferentes-de-depressao-sao-descobertos-em-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=1513","title":{"rendered":"6 tipos diferentes de depress\u00e3o s\u00e3o descobertos em novo estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores acreditam que os achados poder\u00e3o ajudar a alcan\u00e7ar maior precis\u00e3o no tratamento da doen\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Novo estudo descobriu seis tipos diferentes de depress\u00e3o, o que pode ajudar a alcan\u00e7ar maior precis\u00e3o no tratamentoBaramyou0708\/Getty Images<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo estudo, publicado na segunda-feira (17) na revista Nature Medicine, classificou a depress\u00e3o em seis tipos biol\u00f3gicos (ou \u201cbiotipos\u201d) a partir de imagens cerebrais combinadas com aprendizado de m\u00e1quina. A descoberta pode ajudar a definir os melhores tratamentos para a condi\u00e7\u00e3o no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41591-024-03057-9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">trabalho<\/a>\u00a0foi realizado visando descobrir como m\u00e9dicos e especialistas em sa\u00fade mental podem ser mais certeiros no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/exercicios-fisicos-que-parecem-simples-podem-ajudar-no-tratamento-da-depressao\/\">tratamento da depress\u00e3o<\/a>\u00a0com seus pacientes. Cerca de 30% das pessoas com depress\u00e3o t\u00eam uma condi\u00e7\u00e3o chamada \u201cdepress\u00e3o resistente ao tratamento\u201d, o que significa que diferentes tipos de medicamentos ou terapias n\u00e3o foram capazes de melhorar os sintomas do transtorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, isso acontece, em parte, porque ainda n\u00e3o h\u00e1 uma forma eficiente para saber qual&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/inteligencia-artificial-indica-quando-um-antidepressivo-vai-funcionar\/\">antidepressivo&nbsp;<\/a>ou tipo de terapia poderia ajudar um paciente de forma individualizada. Os medicamentos costumam ser prescritos por meio de um m\u00e9todo de \u201ctentativa e erro\u201d e, por isso, pode levar meses ou anos para encontrar um medicamento que funcione totalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO objetivo do nosso trabalho \u00e9 descobrir como podemos acertar na primeira vez\u201d, afirma Leanne Williams, diretora do Centro de Sa\u00fade Mental e Bem-Estar da Stanford Medicine, nos Estados Unidos, em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/news-releases\/1047906\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">comunicado \u00e0 imprensa<\/a>. \u201c\u00c9 muito frustrante estar no campo da depress\u00e3o e n\u00e3o ter uma alternativa melhor para esta abordagem \u00fanica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para realizar o estudo, os pesquisadores avaliaram 801 pacientes que foram previamente diagnosticados com&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/conheca-os-sinais-da-depressao-e-saiba-como-buscar-ajuda-especializada\/\">depress\u00e3o&nbsp;<\/a>ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/ansiedade\/\">ansiedade<\/a>, utilizando exames de imagem realizados por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica funcional (ou fMRI) para medir a atividade cerebral. Eles examinaram o c\u00e9rebro dos participantes em repouso e quando estavam envolvidos em diferentes tarefas destinadas a testar o funcionamento cognitivo e emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, os pesquisadores utilizaram uma abordagem de aprendizado de m\u00e1quina chamada \u201can\u00e1lise de cluster\u201d para agrupar as imagens cerebrais dos pacientes. A partir disso, foi poss\u00edvel identificar seis padr\u00f5es distintos de atividade nas regi\u00f5es cerebrais analisadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferentes tratamentos para cada tipo de depress\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s identificarem os diferentes biotipos de depress\u00e3o, os cientistas designaram aleatoriamente 250 participantes do estudo para receberem um dos tr\u00eas antidepressivos mais comumente usados no tratamento. Pacientes que apresentaram um padr\u00e3o da doen\u00e7a caracterizado por hiperatividade nas regi\u00f5es cognitivas do c\u00e9rebro experimentaram a melhor resposta ao antidepressivo venlafaxina (popularmente conhecido como Effexor), em compara\u00e7\u00e3o com outros biotipos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as pessoas que apresentavam um padr\u00e3o cujos c\u00e9rebros em repouso tinham n\u00edveis mais elevados de atividade entre tr\u00eas regi\u00f5es associadas \u00e0 depress\u00e3o e \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas conseguiram atingir um maior al\u00edvio dos sintomas com a psicoterapia comportamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, aqueles com um terceiro subtipo, caracterizado por n\u00edveis mais baixos de atividade em repouso no circuito cerebral que controla a aten\u00e7\u00e3o, tinham menor probabilidade de melhoria nos sintomas com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/saude\/terapia-pode-ser-eficaz-para-tratar-sintomas-emocionais-da-menopausa\/\">psicoterapia&nbsp;<\/a>em compara\u00e7\u00e3o com aqueles com outros padr\u00f5es de depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jun Ma, professor de medicina da Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo, o tipo de terapia utilizada no estudo ensina aos pacientes habilidades para lidar melhor com as quest\u00f5es di\u00e1rias, de modo que quem tem altos n\u00edveis de atividade nessas regi\u00f5es do c\u00e9rebro podem adotar mais prontamente essas novas habilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 aqueles com menor atividade cerebral associada \u00e0 aten\u00e7\u00e3o e ao envolvimento, \u00e9 poss\u00edvel que o tratamento farmac\u00eautico possa ajudar esses pacientes a obterem mais benef\u00edcios com a psicoterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 onde sabemos, esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos demonstrar que a depress\u00e3o pode ser explicada por diferentes perturba\u00e7\u00f5es no funcionamento do c\u00e9rebro\u201d, explica Williams. \u201cEm ess\u00eancia, \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o de uma abordagem de medicina personalizada para a sa\u00fade mental baseada em medidas objetivas da fun\u00e7\u00e3o cerebral.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7as nos sintomas<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m descobriu que os diferentes tipos de depress\u00e3o se correlacionam com diferen\u00e7as nos sintomas e no desempenho de tarefas. Aqueles com regi\u00f5es cognitivas hiperativas no c\u00e9rebro possuem mais dificuldade de sentir prazer do que o restante dos participantes. Eles tamb\u00e9m tiveram pior desempenham em tarefas de fun\u00e7\u00f5es executivas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o subtipo que respondeu melhor \u00e0 psicoterapia cometeram mais erros nas tarefas de fun\u00e7\u00f5es executivas, mas tiveram um bom desempenho em tarefas cognitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, um dos seis tipos encontrados no estudo n\u00e3o mostrou diferen\u00e7as percept\u00edveis na atividade cerebral nas regi\u00f5es fotografadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade de pessoas sem depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a equipe de pesquisadores est\u00e1 expandindo o estudo de imagem para incluir mais participantes e testar mais op\u00e7\u00f5es de tratamentos para todos os seis biotipos de depress\u00e3o, incluindo medicamentos n\u00e3o usados tradicionalmente para a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara realmente avan\u00e7ar no campo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 psiquiatria de precis\u00e3o, precisamos identificar os tratamentos com maior probabilidade de serem eficazes para os pacientes e coloc\u00e1-los nesse tratamento o mais r\u00e1pido poss\u00edvel\u201d, afirma Ma. \u201cTer informa\u00e7\u00f5es sobre a fun\u00e7\u00e3o cerebral, em particular as assinaturas validadas que avaliamos neste estudo, ajudaria a informar tratamentos e prescri\u00e7\u00f5es mais precisos para os indiv\u00edduos\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores acreditam que os achados poder\u00e3o ajudar a alcan\u00e7ar maior precis\u00e3o no tratamento da doen\u00e7a Novo estudo descobriu seis tipos diferentes de depress\u00e3o, o que pode ajudar a alcan\u00e7ar maior precis\u00e3o no tratamentoBaramyou0708\/Getty Images Um novo estudo, publicado na segunda-feira (17) na revista Nature Medicine, classificou a depress\u00e3o em seis tipos biol\u00f3gicos (ou \u201cbiotipos\u201d) a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1515,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[330],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1513"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1513"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1513\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}