{"id":1036,"date":"2023-10-16T01:00:25","date_gmt":"2023-10-16T01:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=1036"},"modified":"2023-10-16T01:00:26","modified_gmt":"2023-10-16T01:00:26","slug":"o-abalo-profundo-como-a-crise-economica-na-china-afeta-nossa-economia-de-forma-avassaladora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/?p=1036","title":{"rendered":"O Abalo Profundo: Como a Crise Econ\u00f4mica na China Afeta Nossa Economia de Forma Avassaladora!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color\"><em>Por Eduardo Alvim<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Caros leitores, vamos discutir a atual crise econ\u00f4mica que est\u00e1 se desenrolando na China, uma situa\u00e7\u00e3o de extrema gravidade que requer nossa aten\u00e7\u00e3o. Esta crise possui implica\u00e7\u00f5es diretas para o Brasil devido \u00e0 rela\u00e7\u00e3o comercial significativa que estabelecemos com a China nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o que, at\u00e9 ent\u00e3o, tem sido uma benesse em muitos aspectos.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema central na China reside no fato de que atingiram um ponto de satura\u00e7\u00e3o em sua <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/business\/2022\/sep\/25\/china-property-bubble-evergrande-group\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.theguardian.com\/business\/2022\/sep\/25\/china-property-bubble-evergrande-group\">pir\u00e2mide econ\u00f4mica.<\/a> Para contextualizar, imagine uma pir\u00e2mide em que se recruta constantemente novos participantes para o sistema, beneficiando todos os envolvidos, resultando em ganhos financeiros m\u00fatuos. Como apontou o economista Ludwig von Mises em 1921, problemas econ\u00f4micos surgem quando n\u00e3o h\u00e1 aloca\u00e7\u00e3o eficiente de recursos. No entanto, chega um momento em que n\u00e3o h\u00e1 mais novos participantes para integrar o sistema, e a pir\u00e2mide desmorona inevitavelmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A China enfrenta esse dilema, principalmente no setor imobili\u00e1rio. Devido a raz\u00f5es culturais e regulamentares, os chineses tradicionalmente preferem investir em propriedades imobili\u00e1rias. Assim, \u00e9 comum na China que, al\u00e9m de possuir a sua pr\u00f3pria resid\u00eancia, as pessoas adquiram propriedades adicionais como forma de investimento. Conforme evidenciado por <a href=\"https:\/\/asia.nikkei.com\/Economy\/World-Bank-cuts-China-s-2024-growth-amid-property-crisis\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/asia.nikkei.com\/Economy\/World-Bank-cuts-China-s-2024-growth-amid-property-crisis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">dados do Banco Mundial<\/a>, essa tend\u00eancia levou a um excesso de oferta e a um mercado imobili\u00e1rio inflado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fen\u00f4meno se estende muito al\u00e9m do que muitos podem imaginar. N\u00e3o se limita apenas \u00e0s conhecidas &#8220;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.atlasobscura.com\/things-to-do\/china\/ghost-towns\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.atlasobscura.com\/things-to-do\/china\/ghost-towns\" target=\"_blank\">cidades fantasmas<\/a>&#8220;, mas tamb\u00e9m permeia as \u00e1reas urbanas das grandes cidades da China. De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa sobre a China da Universidade de Nottingham, essas \u00e1reas urbanas frequentemente possuem bairros e regi\u00f5es repletos de <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.atlasobscura.com\/things-to-do\/china\/ghost-towns\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.atlasobscura.com\/things-to-do\/china\/ghost-towns\" target=\"_blank\">edif\u00edcios vazios<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"youtube-embed\" data-video_id=\"mt-Pa5s5zZI\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"China&#039;s Ghost Cities: The Truth Behind The Empty Megacities\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mt-Pa5s5zZI?feature=oembed&#038;enablejsapi=1\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>O canal Buildr, publicou este v\u00eddeo que mostra este cen\u00e1rios totalmente dist\u00f3pico &#8220;China&#8217;s Ghost Cities: The Truth Behind The Empty Megacities&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O cerne do problema reside no comportamento das empresas de investimento, construtoras e imobili\u00e1rias na China. Com o mercado imobili\u00e1rio em ascens\u00e3o, essas empresas aceleraram o processo. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/fb73774a-a130-4769-80a5-6115555b22a1\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/fb73774a-a130-4769-80a5-6115555b22a1\" target=\"_blank\">Antes mesmo de concluir e entregar um apartamento<\/a>, elas utilizavam os recursos obtidos para iniciar uma nova constru\u00e7\u00e3o, visando vender imediatamente ap\u00f3s sua conclus\u00e3o. Conforme relatado pelo Financial Times, essa estrat\u00e9gia levou \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, comprometendo a entrega dos apartamentos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1057\" width=\"553\" height=\"553\" srcset=\"https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1.png 1024w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1-300x300.png 300w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1-150x150.png 150w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1-768x768.png 768w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1-696x696.png 696w, https:\/\/jornalhorizonte.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/image-1-420x420.png 420w\" sizes=\"(max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Agora, o problema \u00e9 ainda mais profundo, uma vez que a demanda por propriedades imobili\u00e1rias na China diminuiu consideravelmente. Como mencionado anteriormente, h\u00e1 um limite para o n\u00famero de pessoas interessadas em comprar propriedades. De acordo com dados do governo chin\u00eas, a China possui uma popula\u00e7\u00e3o de 1,4 bilh\u00e3o de pessoas, mas essa popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 possui resid\u00eancia. <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/china\/even-chinas-14-bln-population-cant-fill-all-its-vacant-homes-former-official-2023-09-23\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/china\/even-chinas-14-bln-population-cant-fill-all-its-vacant-homes-former-official-2023-09-23\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Al\u00e9m dessas 1,4 bilh\u00e3o de pessoas, existem 1,4 bilh\u00e3o de im\u00f3veis vazios<\/a>, casas e apartamentos que poderiam ser utilizados, mas permanecem desocupados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, a China se encontra em uma situa\u00e7\u00e3o em que cada indiv\u00edduo poderia, teoricamente, ter seu pr\u00f3prio apartamento, e ainda sobrariam im\u00f3veis vazios. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 complexa e preocupante, e a crise est\u00e1 se desdobrando principalmente nas incorporadoras imobili\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A Evergrande vive uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, e enfrenta s\u00e9rios problemas h\u00e1 alguns anos. O governo chin\u00eas interveio, injetou recursos na empresa e acalmou o mercado temporariamente. No entanto, o problema fundamental persiste. A Evergrande possui uma grande quantidade de apartamentos em d\u00edvida para muitos compradores, e agora enfrenta a dificuldade de vender novas unidades, especialmente ap\u00f3s a pris\u00e3o de seu <a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/investimento-no-exterior\/noticia\/2023\/09\/28\/acoes-da-china-evergrande-sao-suspensas-apos-prisao-de-fundador.ghtml\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/investimento-no-exterior\/noticia\/2023\/09\/28\/acoes-da-china-evergrande-sao-suspensas-apos-prisao-de-fundador.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">diretor Hui Ka Yan<\/a>, que fez sua imagem ter sido prejudicada ainda mais no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave que at\u00e9 mesmo a <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/business\/2023\/oct\/10\/china-country-garden-default-on-debt-property-developer\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.theguardian.com\/business\/2023\/oct\/10\/china-country-garden-default-on-debt-property-developer\" target=\"_blank\">Country Garden, a maior incorporadora da China, est\u00e1 enfrentando dificuldades para pagar suas d\u00edvidas<\/a>. A falta de demanda por novas propriedades \u00e9 o cerne do problema, impedindo a rota\u00e7\u00e3o do capital investido em novos empreendimentos imobili\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a quest\u00e3o que se coloca \u00e9: para quem essas pessoas v\u00e3o tentar vender seus im\u00f3veis? Observando essa situa\u00e7\u00e3o, muitos observadores t\u00eam questionado a l\u00f3gica de adquirir propriedades na China como investimento, j\u00e1 que \u00e9 evidente que o valor desses im\u00f3veis est\u00e1 em decl\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto importante a destacar \u00e9 que aqueles que adquiriram im\u00f3veis com a inten\u00e7\u00e3o de investir, at\u00e9 recentemente, acreditavam que estavam fazendo um bom neg\u00f3cio, pois o valor dos im\u00f3veis estava em alta. Entretanto, a realidade mudou drasticamente, e agora esses investidores est\u00e3o descobrindo que seus im\u00f3veis t\u00eam pouco ou nenhum valor de mercado. A demanda por im\u00f3veis na China desabou, e, como resultado, o investimento dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 agora comprometido. Isso \u00e9 profundamente preocupante, pois afeta as economias dom\u00e9sticas daqueles que economizaram e investiram ao longo de suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 algum tempo, muitos analistas t\u00eam previsto que a China enfrentaria desafios econ\u00f4micos significativos. O sistema comunista chin\u00eas, sofre de um problema fundamental de c\u00e1lculo econ\u00f4mico que, inevitavelmente, levaria a problemas econ\u00f4micos. A China reconheceu essa situa\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de Deng Xiaoping, nos anos 80 e 90, quando o bloco sovi\u00e9tico estava desmoronando. Deng Xiaoping introduziu elementos de mercado na economia chinesa, aliviando a situa\u00e7\u00e3o em certa medida. No entanto, o problema subjacente persiste, uma vez que o governo chin\u00eas ainda exerce um controle significativo sobre a economia, tomando decis\u00f5es com base em considera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, em vez de alocar recursos eficientemente de acordo com as for\u00e7as do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que a China n\u00e3o sofra uma quebra total a curto prazo, mas sim uma desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, isso apresenta um problema significativo para o Brasil, dado o volume consider\u00e1vel de com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses. O Brasil exporta uma quantidade substancial de produtos para a China e importa muitos produtos chineses. Um setor afetado recentemente \u00e9 o da siderurgia, especificamente o vergalh\u00e3o de ferro utilizado na constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem dois problemas aqui. Primeiro, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o na China, as sider\u00fargicas chinesas que produziam esses materiais estruturais agora est\u00e3o com excesso de capacidade e est\u00e3o direcionando suas vendas para o Brasil, onde se tornou comum a compra de vergalh\u00f5es de ferro chineses. No entanto, h\u00e1 uma m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o associada ao a\u00e7o chin\u00eas, frequentemente considerado de qualidade inferior. Ainda assim, em alguns casos, o pre\u00e7o mais baixo pode atrair consumidores brasileiros, criando uma preocupa\u00e7\u00e3o para o setor sider\u00fargico local.<\/p>\n\n\n\n<p>Empres\u00e1rios brasileiros, como <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2023\/09\/27\/estou-extremamente-preocupado-com-a-situacao-do-setor-siderurgico-diz-jorge-gerdau.ghtml\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2023\/09\/27\/estou-extremamente-preocupado-com-a-situacao-do-setor-siderurgico-diz-jorge-gerdau.ghtml\">Jorge Gerdau<\/a>, est\u00e3o extremamente preocupados com essa situa\u00e7\u00e3o. Antes, o Brasil vendia seu a\u00e7o para a China, quando o pa\u00eds asi\u00e1tico estava em pleno boom de constru\u00e7\u00e3o. Agora, a din\u00e2mica mudou, e o Brasil est\u00e1 importando a\u00e7o chin\u00eas, o que cria uma competi\u00e7\u00e3o desleal devido \u00e0s diferen\u00e7as nas taxas e impostos. Em vez de pedir uma redu\u00e7\u00e3o de impostos por parte do governo brasileiro para competir com o a\u00e7o chin\u00eas, alguns empres\u00e1rios brasileiros est\u00e3o pressionando por um aumento de impostos sobre o a\u00e7o importado da China. Isso \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o prejudicial para os consumidores, que podem enfrentar pre\u00e7os mais altos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, essa situa\u00e7\u00e3o apresenta vantagens para os consumidores, que podem encontrar produtos mais baratos, mas tamb\u00e9m suscita preocupa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade do a\u00e7o chin\u00eas. \u00c9 essencial que as partes interessadas considerem cuidadosamente os riscos e benef\u00edcios dessa competi\u00e7\u00e3o no mercado de a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual, em que a ind\u00fastria brasileira pressiona por um aumento de impostos, \u00e9 de fato preocupante e decepcionante. Em vez de buscar a redu\u00e7\u00e3o das cargas tribut\u00e1rias, algumas empresas est\u00e3o pedindo que os<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/09\/setor-siderurgico-cita-emergencia-e-cobra-imposto-de-importacao-de-25.shtml\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2023\/09\/setor-siderurgico-cita-emergencia-e-cobra-imposto-de-importacao-de-25.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> impostos sejam aumentados<\/a> para seus pr\u00f3prios consumidores, o que \u00e9 uma abordagem covarde. Deveriam, em vez disso, ter a coragem de lutar por uma diminui\u00e7\u00e3o dos impostos no Brasil. Essa postura \u00e9 frustrante e injusta, j\u00e1 que coloca a carga tribut\u00e1ria adicional sobre os ombros dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o setor sider\u00fargico brasileiro enfrenta um imposto de importa\u00e7\u00e3o de 25%, o que inevitavelmente aumentar\u00e1 o pre\u00e7o do a\u00e7o em 25%. Isso acontece porque os propriet\u00e1rios das sider\u00fargicas locais est\u00e3o enfrentando dificuldades em vender seus produtos, mas em vez de buscar solu\u00e7\u00f5es internas, est\u00e3o pressionando pelo aumento das taxas de importa\u00e7\u00e3o. Essa abordagem \u00e9 contraproducente e prejudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pela grande quantidade de a\u00e7o chin\u00eas inundando o mercado devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o na China e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria de suas principais incorporadoras. Isso levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre a confiabilidade da China como parceiro comercial. O mundo multipolar pode ser complexo, mas confiar em regimes autorit\u00e1rios como a China e a R\u00fassia \u00e9 um risco que n\u00e3o deve ser subestimado. Ditaduras n\u00e3o s\u00e3o parceiros confi\u00e1veis, e essa situa\u00e7\u00e3o destaca a import\u00e2ncia de manter a prud\u00eancia em nossas rela\u00e7\u00f5es comerciais internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-small-font-size\"><em>EDUARDO ALVIM \u00c9 UM ENTUSIASTA DA ESCOLA AUSTR\u00cdACA DE ECONOMIA, QUE VALORIZA A LIBERDADE INDIVIDUAL, O LIVRE MERCADO E A N\u00c3O INTERVEN\u00c7\u00c3O ESTATAL NA ECONOMIA. ACREDITA QUE O BITCOIN \u00c9 UM IMPERATIVO MORAL, POIS A AUTO CUSTODIA IMPEDE O FINANCIAMENTO DE GUERRAS, CONFLITOS E IMORALIDADES SEM O LIVRE CONSENTIMENTO DAS PESSOAS.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Eduardo Alvim Caros leitores, vamos discutir a atual crise econ\u00f4mica que est\u00e1 se desenrolando na China, uma situa\u00e7\u00e3o de extrema gravidade que requer nossa aten\u00e7\u00e3o. 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